Serra dos Órgãos

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos impressiona pela beleza de suas vertiginosas montanhas rochosas que se erguem em meio a densa e rica mata atlântica. O clima tropical de altitude e a biodiversidade da fauna e flora local, são outros pontos de interesse da região além das montanhas. O parque pode ser dividido em duas áreas de acordo com a vegetação e clima. Na medida em que ganhamos altitude, a vegetação muda de mata atlântica para campos de altitude e a temperatura baixa cerca de 10ºC podendo no inverno chegar a – 5ºC! Nos campos de altitude, próximo a Pedra do Sino, ponto mais alto do parque com 2265msnm, se encontra o “Abrigo 4”, que fica aberto o ano todo a escaladores e montanhistas. Como principais atrativos destacam-se o Dedo de Deus como marco da escalda nacional, a Agulha do Diabo localizada no coração do parque e a travessia Petrópolis – Teresópolis, o mais clássico trekking do Brasil, com aproximadamente 30 km cruzando a serra através dos mais belos cenários de montanha tropical. A maior parte das vias na serra seguem por sistemas de chaminés e fendas de corpo, por essa razão é recomendável que o escalador tenha experiência com essa técnica específica e que não tenha claustrofobia (medo extremo de locais confinados). Para aclimatação em chaminés, recomendamos a realização da escalada “Chaminé Stop” no Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Consulte-nos.

O Dedo de Deus se destaca como marco do montanhismo nacional. Conquistado em 1912, foi considerado a primeira escalada técnica realizada por uma equipe de brasileiros. Sua localização na margem da cadeia de montanhas impressiona! Apesar de ser relativamente fácil tecnicamente, sua aproximação é íngreme e técnica e a escalada segue um sistemas de fendas largas e chaminés exigindo bom preparo físico e psicológico.

A Agulha do Diabo foi considerada umas das 15 melhores escaladas do mundo, tanto pela beleza de sua formação quanto pela aventura da empreitada. Localizada no coração do parque, essa montanha também é conhecida por seu difícil acesso exigindo boa logística e condicionamento físico. A melhor e mais recompensadora estratégia para essa empreitada são 2 dias: 1 dia para aproximação (14 km) e preparação, e outro para a escalada e retorno. Acampamos em uma pequena clareira no fundo do vale Paquequer, um local raro e preservado. A noite a temperatura costuma cair bastante e devido a humidade é imprescindível um bom saco de dormir.

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